domingo, 18 de novembro de 2012

Soneto do amigo


É muito bom fazer novas postagens, postar aqui é uma coisa que me agrada muito.
Sei que deixo este espaço abandonado por algum tempo, mas não é que eu o abandone que eu não me importe com ele. É assim, como a distância dos amigos. Mesmo estando distantes deles eu os levo comigo e penso sempre neles. É bom poder parar para pensar e saber que tenho amigos incríveis, cada qual com suas particularidades. Tenho a sorte de ser privilegiada com a presença de pessoas magnificas em minha vida.

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.


É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.


Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.


O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinícius de Moraes

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